Municípios do Vale do Taquari terão toque de recolher

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A preocupação com o avanço do coronavírus levou municípios da região do Vale do Taquari a impor toque de recolher e a decretarem estado de calamidade pública. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (20), em reunião da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (AMVT).  Trinta e seis cidades vão restringir a circulação nas ruas depois das 20h. A medida começa a valer a partir da próxima segunda-feira (23). LEIA MAISBrasil tem começo de coronavírus pior do que Itália e Espanha, mas futuro ainda é incertoAnvisa aprova oito testes rápidos para coronavírus"Estamos estudando fechar as fronteiras da cidade", afirma secretário do Turismo de TorresA fiscalização ficará a cargo da Brigada Militar (BM). Quem for pego nas ruas será advertido e liberado. Em caso de reincidência, a pessoa será conduzida a uma delegacia da Polícia Civil, a um posto da BM ou ao Ministério Público (MP).Além do toque de recolher, as medidas trazem outras alterações à rotina dos cerca de 360 mil habitantes da região. Os decretos estipulam o fechamento do comércio, com exceção de serviços considerados essenciais à população, como postos de saúde, farmácias, supermercados e postos de combustível.A oferta de bares, restaurantes e padarias será reduzida pela metade, e o atendimento deverá ser restrito aos grupos de risco da covid-19. Os estabelecimentos com funcionamento autorizado também terão de fechar as portas às 20h. Outra alteração diz respeito à realização de velórios na região. As cerimônias deverão ser restritas a familiares e não poderão ultrapassar a duração de quatro horas.No serviço público, as prefeituras e demais repartições municipais deverão funcionar de portas fechadas, e parte dos servidores deverá trabalhar em home office. — Há pessoas que ainda não entenderam a gravidade da doença — afirma o prefeito do município de Imigrante, Celso Kaplan.Kaplan, que também é o 1º vice-presidente da AMVT, afirma que os municípios da região avaliam solicitar ao governo do Estado a restrição de acesso às cidades.

Fonte: G/ZH


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