Substância presente em cerveja artesanal pode estar associada à doença misteriosa em Minas

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Um laudo da Polícia civil apontou a existência de uma substância tóxica em garrafas de uma cerveja artesanal recolhida na casa de pacientes atingidos por doença misteriosa em Minas Gerais. Sete pessoas estão internadas e um homem morreu de causa ainda não identificada. Os pacientes apresentam problemas gastrointestinais - como náuseas, vômitos e dor abdominal -, insuficiência renal aguda e alterações neurológicas – com paralisias e problemas na visão. O dietilenoglicol é uma substância altamente tóxica, sem cor e adocicada que, ingerida, pode provocar respiração ofegante, aumento nas batidas do coração, possível toxidez aos rins, diminuição do volume da urina e forte acidose metabólica.  As amostras foram encaminhadas para a vigilância sanitária. Por meio de nota a cervejaria Backer disse que o dietilenoglicol não faz parte do processo de produção de suas cervejas. A empresa informou também que, por precaução vai recolher os lotes investigados pela polícia civil. A cervejaria afirmou que está à disposição das autoridades para auxiliar no que for necessário até a conclusão das investigações.  A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) reforçou a informação da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais de que as hipóteses para o surgimento da síndrome ainda não foram esclarecidas, e ressaltou que as normas para abertura e manutenção de fábricas de cervejas são bastante rigorosas a fim de evitar qualquer dano à saúde. A Abracerva afirmou ainda que, somente por meio da investigação por órgãos competentes haverá a real explicação para o fato.

Fonte: radio agência nacional


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